Indivíduo dos pataxós, povo indígena da
família lingüística maxacali, tronco macro-jê,
habitante dos municípios de Prado, Porto Seguro, Santa Cruz
de Cabrália, Pau Brasil, Itaju da Colônia e Itabuna
(BA)PA e da Fazenda Guarani, município de Carmésia
(MG). Os Pataxós são um povo amistoso, sorridente
e recebe muito bem os missionários evangélicos. Apesar
de terem sofrido grande influência do catolicismo. Eles buscam
a todo o custo preservar sua cultura.
Ao evangelizar um Pataxó deve-se criar um relacionamento
de amizade sincera e evitar o paternalismo. As aldeias Pataxós
do Sul da Bahia estão abertas ao evangelismo, contudo deve-se
ter o cuidado no envio de missionários despreparados, para
evitar que a FUNAI intervenha e dificulte a entrada para os evangélicos.
Ao longo da história o índio não tem sido bem
compreendido e algumas vezes mal-visto. Isso porque procuramos vê-lo
sob o prisma de nossa sociedade, nossos hábitos e costumes,
forma de vestir comer e viver.
Há dois extremos a evitar: por um lado, a discriminação
contra o índio como um ser bizarro, rude e exótico
é muito errada, e por outro, tentar concebe-lo com uma aura
de inocência e pureza angelical é puro romantismo poético.
Essas duas concepções são absolutamente diferentes
da realidade. O índio é na realidade um ser humano
dotado de todas as capacidades como qualquer outro. Tem virtudes
e defeitos, carências e necessidades como qualquer pessoa
que possui uma alma e precisa ouvir o Evangelho do nosso Senhor
JESUS CRISTO para crer e ser salvo.
História dos Pataxós
Contatados
na época da colonização, justamente no litoral
onde o Brasil foi descoberto, os pataxó-hãhahães
representam um dos maiores milagres de resistência de um povo.
O ÍNDIO, ESSE MEU IRMÃO! Todos juntos - índios
e não-índios formamos a cara do Brasil. E mais, essa
união se firma não apenas pelo fato de vivermos em
um mesmo país, mas também pela sua grande participação
na origem de nossa gente. Somos euro-afro-indígenas: não
dá para negar nossas origens.
No primeiro século da história do Brasil não
vieram muitas mulheres européias para cá. Desse modo
nossas avós foram todas índias. Provando isso, o Jornal
Nacional do dia 18.04.2000 informou que est5udos científicos
da UFMG atestaram que os genes formadores do povo brasileiro têm
muito mais sangue do índio do que se pensava. Esse estudo
revelou os seguintes percentuais genéticos. 39% de europeus,
33% de indígenas e 28% de africanos. Sobrevivendo às
guerras de extermínio e ao processo de aculturação
que os levaram à beira da extinção, estão
hoje integrados à sociedade nacional.
Nada restou de sua língua e de sua cultura, senão
a consciência de identidade étnica, seu passado, e
a determinação de se identificarem como um povo distinto.
O trabalho de assistência é precário, e não
há Missão na área. O desafio de evangelização
e assistência social é gritante. Precisam de missionários
transculturais, que possam entender a sua cosmovisão indígena.
Precisam de homens e mulheres de DEUS que por amor a JESUS CRISTO,
dediquem suas vidas, recursos e suas orações em favor
desse povo.
O que é o Projeto
João 4:35 “Não dizeis vós: Ainda há
quatro meses até que venha a [ceifa]? Ora, eu vos digo: levantai
os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos
para a [ceifa].”
O Projeto trata do desafio de Evangelização da Tribo
Indígena Pataxó, localizada no Estado da Bahia. Com
17 aldeias e uma população ávida pelo Evangelho,
os índios pataxós tem aceitado a Cristo de forma maravilhosa.
São 13 aldeias sem presença missionária, um
deserto espiritual esperando um cristão.É um momento
que DEUS está derramando o Seu ESPÍRITO SANTO e nós
somos chamados por Ele para participar desta grande colheita da
última hora.
Como surgiu o projeto pataxós
O Projeto ALCANÇANDO OS ÍNDIOS PATAXÓS A QUALQUER
CUSTO, surgiu quando o Pr. Simião Campos, em sua primeira
viagem a aldeia da Boca da Mata, contemplou o olhar de uma criança
indígena. Naquele instante o ESPÍRITO SANTO revelou
o grande amor de JESUS por aquele povo.
Após esta primeira viagem missionária, ocorreram outras,
e em todas temos contemplado o derramamento do ESPÍRITO SANTO,
levando grande salvação aquele povo, já passam
de 400 (quatrocentos) os índios que aceitaram a Cristo.
Em dezembro de 2005, estiveram na aldeia de Imbiriba, quatro missionários,
dois da IEQ Vasco da Gama, o Pr. Simião e a Pra. Elisabeth,
juntamente com Thomas e a Missionária Maria José do
CMM, que reside na cidade de Ilhéus.
Pudemos ver com nossos próprios olhos a carência de
pregadores e a urgência de haver quem se disponha a ir levar
o Evangelho de Cristo àquele povo. No dia 27 de dezembro,
em apenas duas horas de relógio das 10:30hs às 12:30hs
aproximadamente, 13 índios aceitaram a Cristo, e muitos foram
curados.
Um índio, já idoso, nos contou do sonho que teve com
espíritos malignos que muito o angustiou, e nós estávamos
ali levando resposta e refrigério para ele. Podemos presenciar,
em uma única casa indígena, dentro da Mata Atlântica,
três gerações de índios aceitarem a Cristo,
um casal de idosos, sua filha e dois netos.
Em outra casa, mãe e filhos aceitaram a Cristo. No meio da
mata, um velho índio, doente, morando embaixo de uma velha
lona, pode com lágrimas aceitar a Cristo, e assim foi durante
toda a manhã.
Eles estão aguardando o nosso retorno com mais missionários,
esperam também as fotos que tiramos que prometemos dar-lhes
de presente. Nossa promessa deve ser cumprida, muito mais a promessa
de DEUS será cumprida na vida deles...
Gêneses 28:14 “E a tua descendência será
como o pó da terra; dilatar-te-ás para o ocidente,
para o oriente, para o norte e para o sul; por meio de ti e da tua
descendência serão [benditas todas as famílias]
da terra.”
Objetivos Metas e Ações a serem desenvolvidas:
• Ganhar os Índios Pataxós para o SENHOR JESUS
CRISTO.
• Implantar uma Base da Edem na aldeia indígena de
Imbiriba.
• Mobilizar a Igreja Brasileira para se envolver na Evangelização
dos Índios Pataxós: intercedendo, indo e contribuindo.
• Fixar uma equipe de missionários na Aldeia de Ibiriba,
próximo a Itaporanga; para discipular os Índios Pataxós
e alcançar outras aldeias.
Recursos financeiros e materiais
• Locação de um imóvel no distrito de
Itaporanga (reserva indígena), para implantação
e apoio ao avanço missionário na reserva. Valor da
locação R$ 300,00 (trezentos reais)
• Sustento missionário para quatro obreiros R$ 800,00
(oitocentos reais)
• Despesas de deslocamentos entre as aldeias Pataxó
e cidade circunvizinhas. R$ 330,00 (trezentos e trinta reais)
Total de despesas mensais: R$ 1.430,00 (hum mil quatrocentos e trinta
reais).
Considerações Finais
O SENHOR JESUS tem dado desafios e conquistas a EDEM que tem seguido
avante. Entendemos que o assunto “EVANGELIZAÇÃO”,
é de extrema importância e obra do ESPÍRITO
SANTO. Ele chama, comissiona e capacita. Nossa posição
deve ser conforme Isaías 6:8b “Eis-me aqui, envia-me
a mim”. As Escolas de Missões Mundiais, nasceram para
fazer Missões e tem dado muitos frutos para a Glória
de DEUS. E agora, mais um desafio: OS ÍNDIOS PATAXÓS
Há Há Hás.
O que podemos fazer em prol dos índios pataxós?
Como cristãos nosso papel é arregaçar as mangas
e agir enquanto temos a oportunidade. A hora é agora, o dia
é hoje. Esse é o nosso momento, único, de podermos
servir a DEUS entre os índios brasileiros e fazer história,
não terrena, porque tudo aqui vai passar, mas fazer história
no céu, no livro de DEUS.
A oportunidade é nossa. O ESPÍRITO SANTO nos separou
para esta grande obra e a nossa resposta, a única que DEUS
quer e aceita é: “Eis-me aqui, envia-me a mim.”
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